8.2.09

Provavel Começo

Sou uma menina normal. Exceto pelo fato de andar mais com os meninos e ter uma certa ‘paixão’ pelo além.
Sou órfã, perdi meus pais não sei como. Nunca se deram ao trabalho de me contar. Fui criada em um lar para meninos. O para meninas estava sem espaço. E a mulher que nos alimentava se dizia uma Bruxa. Vivia lendo o futuro nas estranhas de pobres animais e nos contando historias de feitiços.
Como da pra perceber, sempre fui meio jogada de lado. Minhas exigências ficavam para segunda opção.
Até o dia que eu o conheci. Estava acostumada a andar com meninos, já não ligava muito pra quando eles tiravam a blusa ou sussurravam no meu ouvido. Mas com ele foi diferente.
Conheci Zach num dia como todos os outros. Estava treinando minhas falsas manobras de skate e me machucando ao tentá-las. Não ligava muito para o que as pessoas pensavam, mas ele percebeu que meu joelho estava sangrando e foi me ajudar.
Ficamos amigos. E me apaixonei por ele.
A partir daquele dia eu tinha uma rotina diferente. Ia pra escola, dava uma volta com os amigos e depois passava o resto do dia com Zach.
Ele fazia tudo parecer maravilhoso, sempre ria comigo. Ele fazia com que eu me sentisse especial. Mas eu tinha medo.
Ele era incrível de mais, e eu era sem graça de mais. Ele não podia querer ficar comigo, devia ser parte de uma aposta ou algo do tipo. Mas eu o amava.
Faziam dois meses que estávamos juntos. Eu podia ter apenas 18 anos, mas tinha certeza de que aquilo era pra sempre.
Eu estava esperando Zach na praça. Ele estava um pouco atrasado, mas mesmo assim esperei. Estava feliz de mais para me preocupar. Só que duas, três horas se passaram, e quando começou a escurecer, comecei a chorar.
Ele não viria. Não iria me ligar mais. E tenho certeza de que os meninos que me encaravam de longe sabiam de alguma coisa.
Ia me levantar e voltar pra casa, mas um homem apareceu, se sentou ao meu lado, e me pediu para ficar.
Ele se apresentou.
-Boa noite menina. Sou Destino.
Nome engraçado, pensei. Mas não tive tempo para pensar mais, ele continuou falando.
-Estou te observando há um bom tempo. Acho que sei o suficiente sobre você para falar que, depois desse fracasso de relacionamento, você está convicta de que viver não vale mais a pena. Ou de que quer se vingar.
Ele estava certo, mas achei engraçado. Como ele podia saber tanto sobre mim?
-Deve estar se perguntando uma série de coisas, mas agora não posso responder. Estou aqui para te ajudar. A se vingar, claro. Se quiser morrer, procure minha irmã.
-Eu quero me vingar.
Minha voz não falhou. Eu estava fazendo a coisa certa, tinha certeza.
-Então vou te dar instruções. Você deverá segui-las a fio, sem nenhum erro. Por enquanto, apenas irei treiná-la. No final, você terá o que quiser.
Ótimo. Tudo o que eu queria era isso. Mas quando virei o rosto, o homem tinha desaparecido. Não achei tão estranho assim, ele podia ser um enviado. Podia ser meu pai, quem sabe.
Me levantei e voltei para casa, ansiosa pelas instruções.
Ah, como eu era ingênua.

5 comentários:

Laís Dias disse...

Começou a história!
=)
Adiante!

Gárgola disse...

Valeu Alice! Se você for ao meu blog, vai perceber que eu não sigo a ninguém (isso de seguir, no fundo tem pinta de seita estranha), excetuando uma tal Alice... Minha grande surpresa é ver que essa tal Alice segue a um montão de gente, mas não me segue a mim. Com isso digo tudo querida Alice, a partir de hoje seguirei seguindo-te, mas não me verás, pois serei invisível e assim seguirei com a minha regrinha de ouro de não seguir a ninguém.
Por certo, gostei da história vamos ver como continuará...
Outra coisa, vejo que as palavras da sua 'tia' e da amiga Laís serviram para algo e você não mudou o endereço, cool!

Bxxxs

esdras disse...

Aguardo o terceiro capítulo!
A história está emocionante...
Tá me lembrando um cara chamado Carlos Ruiz Zafolon. Tente ler um livro dele chamado "A Sombra do Vento".
bjão
ps: Coraline estará em breve em cartaz.

Avassaladoras Rio disse...

Querida amiga avassaladora...
quanto de alice exite em voce?
venha nos visitar e contar.
http://avassaladorasrio.blogspot.com

Anônimo disse...

Era quase Alice ,mas ela tomou um pouco do cha e diminuiu.
Gosto muito do que vc escreve.